Relacionamentos
Se o problema fosse a outra pessoa, mudar de pessoa resolveria.
Há uma coisa desconfortável nas relações: elas repetem-se. Muda o rosto, muda a cidade, muda a década, e a discussão é estranhamente a mesma. Isso não é azar, é informação.
Uma relação é o sítio onde a personalidade deixa de ser teoria. É onde se descobre que dar de mais e receber de menos podem ser a mesma estratégia; que o silêncio pode ser uma forma de ataque; e que aquilo que pedimos ao outro é muitas vezes aquilo que nos recusamos a dar a nós próprios.
Trabalhar relações aqui não é aprender técnicas de comunicação. É perceber quem está a falar quando falamos, se é a pessoa, se é o padrão, se é o medo.

- Identificar o que se repete
A mesma discussão, com pessoas diferentes, em anos diferentes.
- Ver o padrão do outro sem o usar contra ele
Compreender não é desculpar, e não é ganhar a discussão mais depressa.
- Distinguir pedido de exigência
Quase todo o conflito vive nessa fronteira.
- Praticar o perdão que serve para alguma coisa
Não o que finge que não doeu. O que já não precisa que doa outra vez.
E quando perceber o padrão não é suficiente?
Há relações em que percebemos perfeitamente aquilo que se está a repetir e, ainda assim, continuamos a chegar ao mesmo lugar.
Se sentes que isso está a acontecer numa relação importante da tua vida, podemos olhar juntos para o que se está a repetir e perceber qual poderá ser o próximo passo.
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