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António Cordeiro

Relacionamentos

Se o problema fosse a outra pessoa, mudar de pessoa resolveria.

Há uma coisa desconfortável nas relações: elas se repetem. Muda o rosto, muda a cidade, muda a década, e a discussão é estranhamente a mesma. Isso não é azar, é informação.

Uma relação é o lugar onde a personalidade deixa de ser teoria. É onde se descobre que dar demais e receber de menos podem ser a mesma estratégia; que o silêncio pode ser uma forma de ataque; e que aquilo que pedimos ao outro muitas vezes é aquilo que nos recusamos a dar a nós mesmos.

Trabalhar relações aqui não é aprender técnicas de comunicação. É perceber quem está falando quando falamos, se é a pessoa, se é o padrão, se é o medo.

Por onde começar
  1. Identificar o que se repete

    A mesma discussão, com pessoas diferentes, em anos diferentes.

  2. Ver o padrão do outro sem usá-lo contra ele

    Compreender não é desculpar, e não é ganhar a discussão mais rápido.

  3. Distinguir pedido de exigência

    Quase todo o conflito vive nessa fronteira.

  4. Praticar o perdão que serve para alguma coisa

    Não o que finge que não doeu. O que já não precisa que doa de novo.

E quando perceber o padrão não é suficiente?

Há relações em que percebemos perfeitamente aquilo que está se repetindo e, mesmo assim, continuamos chegando ao mesmo lugar.

Se você sente que isso está acontecendo numa relação importante da sua vida, podemos olhar juntos para o que está se repetindo e entender qual pode ser o próximo passo.

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