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António Cordeiro

Sobre António

“Assistente de reprogramação mental!” Esta foi a resposta que deu quando uma conhecida jovem da TV portuguesa lhe apontou um microfone e lhe perguntou o que é que ele fazia na vida.

António Cordeiro

Como assim?

Há algum tempo, num belo dia de sol, numa rua de Lisboa, sentei-me na ponta de um convidativo banco de jardim. Respirei fundo, fechei os olhos e assim fiquei algum tempo.

Quando voltei a abrir os olhos, havia gente estranha à minha volta e uma jovem sorridente estava a apontar-me um microfone. Ainda mal refeito da surpresa, ela disparou:

“Bom dia! Acordado?”

“S… im…”, respondi.

“Como se chama? O que é que faz?”

“António Cordeiro. Sou assistente de reprogramação mental.”

“Como assim?”, perguntou confusa a jovem do microfone.

É uma boa pergunta, e ainda é a melhor forma que encontrei de descrever isto. Não programo ninguém. Ajudo a reparar no programa que já lá está a correr, e a descobrir que se pode escrever outro.

O percurso

Aos treze anos fundei um clube de rugby. Juntei um grupo de crianças e começou o meu processo de liderança. Pratiquei, dirigi, organizei e treinei esta exigente modalidade durante vários anos. Ainda na universidade iniciei o meu percurso profissional na formação e gestão desportiva.

Mais tarde a energia empreendedora começou a revelar-se: despedi-me e avancei para o meu primeiro projecto privado, tendo concebido, implementado e gerido uma rede de pizzarias. Foi um período importante, marcado também por uma experiência na Direcção da Associação Nacional de Jovens Empresários.

Em 2009 tudo se alterou. Iniciei a minha certificação em Coaching e, pouco depois, dediquei-me profissionalmente ao estudo, uso e ensino de uma ferramenta poderosa de suporte ao desenvolvimento comportamental: o Eneagrama.

Foi também o ano em que comecei a estudar um ensinamento não-dualista de transformação pessoal profunda chamado Um Curso em Milagres.

Porque é que estas coisas andam juntas

Costumam perguntar-me como é que o Eneagrama e Um Curso em Milagres cabem na mesma prática. Para mim, cabem porque olham para níveis diferentes e complementares da mesma transformação.

O Eneagrama ajuda-nos a reconhecer a personalidade: os padrões que repetimos, aquilo que os desencadeia e a forma como condicionam a nossa relação connosco e com os outros. Mostra-nos como parecemos funcionar.

Um Curso em Milagres leva-nos mais fundo e faz uma pergunta diferente: e se aquilo que estamos a observar e a tentar transformar não for, afinal, quem realmente achamos que somos? Em vez de aperfeiçoar a personalidade, convida-nos a deixar de nos identificar com ela.

É por isso que os dois caminhos se encontram tão naturalmente. O Eneagrama ajuda-nos a ver o padrão e o Curso ajuda-nos a não confundir o padrão com aquilo que verdadeiramente somos.

Um oferece um mapa para nos compreendermos. O outro aponta para aquilo que existe para além do mapa. É neste encontro, entre conhecer a personalidade e deixar de nos identificar com ela, que se situa a fonte do meu trabalho.

E agora?

Se alguma parte deste percurso se cruza com o teu, há vários lugares por onde podemos começar.

Descobrir por onde começar