Espiritualidade prática
Uma espiritualidade que não altera a forma como trata as pessoas é um passatempo.
Há uma espiritualidade que serve para fugir e outra que serve para chegar. A primeira é reconhecível: usa vocabulário elevado para não ter de fazer o telefonema difícil. A segunda nota-se nas coisas pequenas, na paciência, na forma de discordar, no que se faz quando ninguém está a ver.
Aquilo que aqui chamo prática não tem nada de místico. É reparar no pensamento antes de o obedecer. É poder estar em desacordo sem estar em guerra. É deixar cair uma defesa e verificar que não aconteceu nada de mal.
Serve tanto a quem tem uma religião como a quem não tem nenhuma, porque não acrescenta crenças, retira automatismos.

- Reparar, sem corrigir
Uma semana só a observar o que a cabeça vai dizendo.
- Escolher uma situação
A que mais se repete. Não a mais grave.
- Praticar aí, e só aí
Profundidade num sítio vale mais do que superfície em dez.
- Verificar nos outros
A mudança nota-se primeiro em quem vive consigo.
Da ideia à prática
Se procuras uma forma concreta de levar estes princípios para as relações e situações comuns do dia a dia:
Milagres (quase) Todos os Dias
Livro
Um Curso em Milagres
Tema