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António Cordeiro

Mentoring

Há decisões que não se tomam sozinho. Não por falta de competência, mas por falta de espelho.

O mentoring se distingue do coaching numa coisa simples: o mentor traz a sua própria experiência para a conversa. Não é neutro nem finge que é.

Serve sobretudo a quem está numa posição em que já não tem com quem falar francamente, fundadores, diretores, pessoas que se tornaram a referência dos outros e ficaram sem referência para si.

É um trabalho de anos, não de meses. É medido por melhores tomadas de decisão, e não por sensações no final de cada sessão.

Por onde começar
  1. Ver se é mesmo isso

    Muita gente faz mentoring quando precisa de coaching, e o contrário também acontece.

  2. Estabelecer a cadência

    Regular e longa. O valor está na continuidade.

  3. Trazer as decisões reais

    Não as hipotéticas, mas sim as que estão em cima da mesa esta semana.

  4. Revisar a cada seis meses

    Para não se tornar um hábito confortável e inútil.

E quando é você a referência dos outros?

Há momentos em que o que falta não é informação nem competência. É alguém de fora com quem você possa pensar sem filtros. Se você tem decisões importantes em cima da mesa e sente falta desse espaço, podemos conversar.

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